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O título continua na Capital Federal |
Como o professor Paulo Murilo coloca sempre com
muita propriedade, num sistema único de jogo, em que as ações se replicam,
tende a ganhar a equipe que possui os melhores valores individuais. No caso,
Brasília, com seu quarteto tarimbado. Vamos com as atuações deles:
- Ao programa Arena SporTV,
durante a semana, Alex falou algo interessante em meio a uma resposta: “Como
jogo na Seleção”, ou algo assim. Pois, nesta decisão, ele repetiu esse papel,
cuidando das pequenas coisas na quadra, maneirando tanto no contato com os
árbitros como nos tiros precipitados. Só não pegou mais rebotes do que Murilo
no jogo, com 11 apanhados. Somem mais três roubos de bola, três assistências e
a patrulha constante diante dos companheiros, para procurar manter a
intensidade sempre em alta.
- Arthur foi uma figura estabilizadora na final, com 16 pontos
bastante eficientes, sete acertos em 12 tentativas, procurando mais o chute
interno do que externo. Não dá para esquecer seu papel fundamental para abrir a vantagem no início da
partida, que deixou o time adversário grogue.
- Giovannoni, outra figura serena na quadra hoje, para a qual
contribuiu, e muito, sua experiência internacional. Foi outro que priorizou o
ataque interior, destroçando Jefferson William e Chico, com 11 arremessos
certos em 15 tentados. Foi uma partidaça do ala-pivô. Bem diferente do que
vimos em algumas partidas dos playoffs, desta vez estava extremamente
concentrado, colocando seu arsenal de movimentos e fundamentos em prática na
melhor hora, sempre bem posicionado. Prêmio justo de melhor da decisão.
- Nezinho fez das suas no ataque, forçando passes e chutes
descabidos (0/5 de três pontos) para um armador de 31 anos que não vai mudar,
mesmo. No fim, porém, terminou com 13 pontos, 6 assistências, três erros e sete
lances livres convertidos em sete batidos, ótima marca. Por outro lado, foi
muito melhor em seu duelo particular com Fúlvio: desestabilizou e colocou o
rival no bolso, marcando de modo agressivo logo de cara no primeiro quarto.
De resto, Alírio, Cipriano e Tischer se revezaram no garrafão, com
pouca responsabilidade ofensiva além dos corta-luzes fora da bola, que abriam caminho
para “mismatches” procurados por Brasília. Alíro teve bons momentos na defesa
contra Murilo. Tischer cometeu quatro faltas instantâneas e se auto-anulou. Os
três somaram apenas cinco rebotes em mais de 30 minutos conjuntos.
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