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Gustavo e Magnano trabalham para hoje e daqui a quatro anos |
Disse o técnico Gustavo de Conti em release da CBB (Confederação
Brasileira de Basquete: “Vamos com um grupo muito jovem, mas com potencial
imediato, já que jogam frequentemente em seus clubes, e principalmente com
potencial para as Olimpíadas de 2016. Esse torneio na Venezuela é o começo de
uma preparação visando o futuro. Estamos todos muito animados com o trabalho”.
Um olho aqui em junho de 2012, com um Sul-Americano, e outro lá, quatro
anos adiante, com as Olimpíadas em casa, e os torneios que a antecedem.
Conjugando estes dois tempos verbais é que a Seleção dirigida pelo jovem treinador viajou para a Venezuela nesta sexta-feira para a disputa de um
primeiro quadrangular preparatório.
Estamos diante de uma estratégia curiosa, da qual Rubén Magnano, presença
constante nos treinos, certamente tomou parte. Lembremos também que o argentino
tem o contrato renovado (justamente) até os Jogos do Rio 2016. Então resolveu
plantar agora já, tal como o projeto que encaminhou para o Pan de Guadalajara
no ano passado – com um resultado, sabido e admitido, arriba de desastroso. Não
é fácil essa mistura. Jogar por hoje e por quatro anos no futuro.
Com meio time de veteranos disponíveis para reforçar essa tropa de
calouros nas próximas semanas, os primeiros torneios servem, mesmo, para
introduzir boa parte desse inexperiente grupo ao jogo internacional, quebrando
o gelo e colocado a Seleção em suas mentes.
Agora, se os veteranos do NBB vão se integrar perfeitamente ao que
está sendo realizado, se o time vai adquirir uma química razoável em tão pouco
tempo, disso tendemos a desconfiar. Nem Magnano conseguiu um milagre desses nos
Jogos de Guadalajara, tendo assumido erros no planejamento. É verdade que o
Brasil, na ocasião, patinou diante de competição um pouco mais forte do que
enfrentarão no Sul-Americano. Mas também não era a elite, e todo mundo achava
que “dava sossegado para brigar por medalha”.
No Sul-Americano, em termos de objetivos de vaga, não existe a
possibilidade de “desastre”, a não ser que passe pela cabeça de alguém a
derrota para o Paraguai ou a Bolívia. Passando ao lado do Uruguai para a
segunda fase, a Copa América está garantida.
Agora, seria mais confortante, claro, se a rapaziada deslanchasse e
completasse um ‘Grand Slam’ para Magnano: que assegurasse vaga, vencesse o
campeonato continental e, no meio do caminho, afirmasse seus jovens talentos e
ainda desse opções para o técnico puxar para a turma olímpica.
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