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Antes de contratar CP3, Olshey foi ator em seriados norte-americanos. Mesmo |
Quando se acreditava que a maré havia virado, que o time estava
pronto, mesmo, para realmente deixar o Lakers para trás, na quadra, em L.A.,
Donald Sterling faz questão de lembrar a todos de quem e de que clube, por
conseqüência, estamos falando. É o Clippers, galera.
Depois de alcançar a semifinal do Oeste pela primeira vez em séculos
(seis anos, ok, mas, como é o Clippers, valem todas as licenças poéticas), o
time pode renovar com Blake Griffin desde já e começar a estudar o mercado bem
para ver como reforçar seu elenco e partir com tudo para 2012-2013
Isto é, se eles tivessem alguém pronto para tomar esse tipo de
decisão.
Inacreditavelmente, Sterling deixou que o Portland Trail Blazers
contratasse seu gerente geral Neil Olshey, o homem que conseguiu a contratação
milagrosa de Chris Paul, numa transação de certa forma humilhante para o
Lakers, se arriscou e convenceu Chauncey Billups a ficar e que pagou mais de U$
10 milhões por ano em DeAndre Jordan (ooops, xapralá).
A franquia decidiu novamente adotar suas práticas muquiranas. Subestimou
o valor de mercado do cartola, num mês em que o Orlando Magic também caça um
executivo, fez apenas um acordo verbal que não chegou a convencer o
ex-empregado e viu o bilionário Paul Allen, o ególatra dono do Blazers, bater o
martelo no fim de semana.
Desta forma, terminando um ano promissor, o Clippers arranjou um
jeito de perder seu gerente geral esperto ao mesmo tempo em que segurou no time
o contestado Vinny Del Negro, alguém que toda a NBA imaginava que estaria desempregado
hoje, dada sua inabilidade para extrair mais de um elenco muito talentoso (a
despeito das lesões de última hora nos playoffs).
E pensar que o Kobe um dia considerou seriamente jogar de vermelho
em Los Angeles – ou que a franquia tenha acredito de verdade que isso ia
acontecer...
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