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Parece, mas não é o Alex indo pela bandeja por São José. Alex não veio do Alasca |
Não é o tema mais original, claro, mas também não pode fugir dele na
hora de pensar a final deste sábado. Já sabe: mesma altura, mesmo porte físico,
mesma cabeça raspada, mesma posição, mas, mais importante, mesmo estilo de
jogo.
Raros são os confrontos no NBB que podem oferecer o nível de
fisicalidade que vamos observar num duelo entre Alex e Andre Laws, neste
sábado. Dois jogadores extremamente agressivos, que buscam o contato, o choque
e parecem gostar disso – podem exagerar, em alguns momentos, ainda que sem
violência.
Em Brasília, Alex marca o principal jogador de perímetro adversário,
mas ainda carrega muita responsabilidade ofensiva. Fica mais com a bola em mãos
para jogadas individuais, por vezes forçadas, especialmente quando quer frear
na linha de três pontos para aquele tiro ainda – por mais que tenhamos visto
por mais de uma década – estranho.
De todo modo, em quadras brasileiras, dá certo, e lá vai esse
cardeal brabo atrás de ais um campeonato. Manda prender e soltar, e o árbitro que se vire.
Pelo time paulista, Laws faz muito do que Alex executa na Seleção.
Fúlvio é quem domina a bola majoritariamente. Dedé é o atirador. Jefferson,
outro. Murilo, o craque. Tendo jogadores mais refinados ofensivamente ao seu
redor, o norte-americano trata de ser aquele que faz a costura entre o armador
e suas armas.
Na outra ala, Dedé e Arthur não se parecem nada fisicamente, mas
seus talentos também se confundem. Nenhum dos dois pode afirmar que primem pela
defesa ou que sejam passadores habilidosos. Estão muito mais habituados a se
posicionar do outro lado desta ação, mesmo, especialmente quando correm sem a
bola buscando corta-luzes.
Mais jovem, Dedé mostra um tino mais apurado para esse tipo de
jogada, pois nem sempre vai até a linha de três pontos: ele pode pegar o
defensor desprevenido num curte backdoor que interrompe sua parábola em direção
ao garrafão. Ao jovem ala revelado em Araraquara, contudo, falta regularidade.
Coisa que não se pode acusar para o veterano Arthur, que está invariavelmente
pronto para se aproveitar de brechas criadas pelas investidas de Nezinho, Alex
e Giovannoni. De temperamento bem mais moderado, cabe a ele espaçar a quadra.
Laws x Alex: pancada, vigor. Arthur x Dedé: finesse,
astúcia.
Basquete é bom demais para medir isso.
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Alex contra Laws na guerra dos clones: piada para nerds |
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