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Ginásio arrumado para a final global do NBB. Foto: João Pires/LNB |
Então, para estes não falarem que só detona, que só nhenhenhem, que
isso e aquilo, deixemos bem claro, aqui de cara, quais os pontos positivos
assistidos neste sábado de manhã histórico (não necessariamente memorável):
- a final em TV aberta, sem nos atermos aos critérios de justiça ou
técnicos no momento, faz bem demais. Qual foi a última vez que o basquete
entrou em rede nacional por tanto tempo? Nem lembro. Deve ter sido alguma disputa
de medalha com Janeth, talvez em Atenas-2004. Quem lembrar, corrija, por favor.
Se o horário foi o melhor, se o tratamento foi VIP ou não – nem entrega de troféu
mostraram, deixando para o Gloto Esporte, provavelmente –, tudo precisa ser
discutido para o futuro. Em termos de audiência, o NBB perdeu para os desenhos
do SBT, mas essa é uma luta que a Globo trava há anos, buscando as mais
diversas armas, sem ter sucesso (de acordo com os padrões aos quais estão
acostumados, claro). O basquete, sem nenhum grande astro global (na falta de
melhor termo) ficou em segundo lugar e não fez feio.
- a transmissão funcionou bem. Robby Porto deu conta do recado e
conseguiu aliar didatismo e loução esportiva numa missão ingrata. Aos poucos, pôde
deixar a lousa e o giz de lado para se concentrar no que acontecia em quadra. O
comentarista salivante maneirou, economizou nas doses (novamente: de acordo com
seus padrões, claro e ufa). E Anderson Varejão, mesmo sem nenhum cacoete,
contribuiu com algumas boas e pertinentes observações do ponto de vista do
jogador. Mostrou que, para um grande jogador, muitas vezes não basta só força
de vontade ou técnica, tem de saber entender o que é preciso em quadra para
fazer esses atributos valerem. Um “Wild Thing” também precisa de cabeça.
- A quadra estava bonita, uniforme para o basquete, omitindo as
demais linhas polidesportivas. O ginásio, cheio, animado, vibrante, com torcida
de duas equipes engajadas, bem diferente daquelas plateias com camiseta de banco
ou patrocinadores, que com pessoas recolhidas ali na esquina. São torcidas que,
no momento, se importam com suas agremiações e se deslocaram até uma Mogi das
Cruzes para ver a partida.
Muito disso é só cosmética planejada para a final global, e quem viu o NBB
do início ao fim vai saber disso. Tem de ser discutido o campeonato com mais carinho
com a direção da emissora. Há muito o que fazer ainda comercialmente.
Do ponto de vista esportivo, técnico-tático, volto mais tarde, com mais tempo, para escrever, que agora tem almoço do sogro. Mas já dá para saber que o tom não vai mudar muito do que coloquei no
Twitter durante o dia: @vinteum21.
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