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Westbrook e Wade são dois dos atletas incríveis em ação no duelo |
Durante todos os playoffs, uma coisa fica bem clara: o Miami Heat
não precisa de muito para derrotar um oponente. Com duas superestrelas e Chris
Bosh, o time já vai para a quadra, para um campeonato, para qualquer jogo bem
posicionado para buscar a vitória.
Spoelstra deve ser cobrado por um ataque mais criativo,
especialmente no que se refere a mais combinações ofensivas que envolvam mais Wade e
James na mesma jogada – em vez de um monte de rabiscos que tornam um espectador do outro. Mas ele
também merece o crédito pelo planejamento de uma retaguarda fortíssima, tirando
proveito da capacidade atlética de seu elenco. Por vezes parece impossível
converter uma bandeja contra Miami, mesmo que Joel Anthony seja o único pivô capaz
de proteger o aro por cima. O problema dos atacantes é passar pelas primeira e
segunda linhas defensivas, que exercem uma pressão enorme em cima da bola.
Então funciona mais ou menos assim a equação dos campeões do Leste:
defender ao máximo e confiar que LeBron e/ou Wade levarão o time ao triunfo no
ataque fazendo os pontos necessários.
Com a volta de um Bosh minimamente eficaz (ele não precisa chutar
50% dos três pontos, tal como fez no Jogo 7 contra o Boston, uma aberração),
essa pressão ofensiva nos astros também diminui. Não é acaso a constatação de
que a equipe mais odiada da NBA tenha uma campanha geral de 48 vitórias e 16
derrotas com o ala-pivô e dez vitórias e dez derrotas sem ele na escalação
nesta temporada. Se um Mario Chalmers ou um Shane Battier converterem seus
tiros de três pontos e se Haslem ou Anthony estejam firmes no rebote,
fica ainda mais simples o encaixe.
No Thunder, de certa forma, esse equilíbrio se inverte, embora isso
não queira dizer exatamente que o time flerte com a mediocridade na defesa. O
que é certo, porém, para cravar: a equipe por Durant, Westbrook e Harden
fará muitos pontos.
Nas finais, diante de uma defesa muito mais imponente que a do
Spurs, é muito importante, todavia, que Scott Brooks consiga fazer seu ataque
repetir a atuação dos últimas três partidas contra os texanos. Isto é, sem
pressa – ou fome – para concluir as jogadas, com troca de passes de um lado
para o outro em meia-quadra.
Agora, se o clube do Oeste conseguir sair em contra-ataque com
frequência, melhor ainda. Se um Rajon Rondo sozinho causou inúmeros problemas
para Spoelstra, voar de ponta a ponta com Westbrook, Durant, Harden e Ibaka parece algo
bastante promissor.
Isso tudo diz respeito ao plano tático generalizado – há muitos
outros detalhes para serem avaliados –, mas há mais em jogo. Oklahoma
City tem a vantagem do mando de quadra, e é uma senhora vantagem considerando o
quão barulhentos e insanos seus torcedores estão nos mata-matas, maaaas essa é
a primeira participação dos garotos na final: pode haver nervosismo? Já o Miami
sabe que segue jogando contra tudo e todos, seus atletas são mais experientes
e estão mais habituados a esse cenário, maaaaaas: vão se soltar e saber ignorar
a pressão pelo título após o fiasco do ano passado, ou isso pode pesar (muito) contra?
Só sabemos o seguinte: vamos ver em ação alguns dos atletas mais absurdos
(“freaks”) e habilidosos do basquete se digladiarem numa melhor de sete
partidas. Vai sem palpite: vale muito mais sentar, apreciar e seguir em frente.
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